Como economizar no mercado: 15 dicas para gastar menos todo mês
O mercado é uma das maiores despesas da casa, e uma das poucas que dá para reduzir já no mês seguinte sem cortar nada de importante. A diferença entre uma compra planejada e uma compra “de cabeça” costuma aparecer no caixa: itens repetidos, promoções que não eram promoção e comida que estraga na geladeira antes de ser usada.
Este guia reúne o que funciona para saber como economizar no mercado, em três momentos: antes de sair de casa, dentro do mercado e depois, na cozinha. São hábitos simples, que não pedem planilha complicada nem rodar a cidade atrás de oferta.
Antes de sair de casa
1. Saiba quanto você gasta hoje
Junte os cupons ou o extrato do cartão do último mês e some tudo o que foi gasto em mercado, padaria, açougue e feira. Esse número é o ponto de partida. Sem ele, não dá para saber se as dicas estão funcionando.
2. Planeje o cardápio da semana
Não precisa ser nada sofisticado. Anote o que vai ter no almoço e no jantar de cada dia, contando com as sobras (“segunda: frango assado; terça: o frango que sobrou vira torta”). Com o cardápio pronto, a lista se escreve sozinha e você compra só o que vai usar.
3. Olhe a despensa e a geladeira antes da lista
Muita gente compra o que já tem em casa. Confira o que está aberto, o que está perto de vencer e monte o cardápio aproveitando primeiro esses itens.
4. Faça a lista e siga a lista
A lista é a ferramenta mais simples e mais eficaz contra a compra por impulso. Organize por seções do mercado (hortifrúti, açougue, limpeza, frios) para não ficar circulando, porque quanto mais tempo você passa entre as gôndolas, mais coisa entra no carrinho. Um app de notas no celular, compartilhado com a família, evita a compra repetida.
5. Não vá com fome
Parece bobagem, mas faz diferença. Com fome, biscoito, salgadinho e comida pronta parecem indispensáveis. Coma alguma coisa antes de sair.
6. Defina um teto e leve as crianças só quando der
Saia de casa com um valor máximo em mente. E, se possível, faça a compra grande sem as crianças: os produtos infantis ficam na altura dos olhos delas de propósito.
Os produtos que o mercado mais quer vender ficam na altura dos olhos. As marcas mais baratas costumam estar nas prateleiras de cima e de baixo.Compartilhar esta frase
Dentro do mercado
7. Compare o preço por quilo, não o preço da embalagem
Esta é a dica que mais economiza. Embalagens diferentes escondem preços muito diferentes. A etiqueta da gôndola costuma mostrar também o preço por quilo ou por litro, em letra menor. É por ele que você compara.
Exemplo: um pacote de 500 g por R$ 6 sai a R$ 12 o quilo, e um de 1 kg por R$ 11 sai a R$ 11 o quilo. Nesse caso, o maior compensa. Mas nem sempre: às vezes a embalagem “econômica” sai mais cara por quilo que a menor em promoção. Só a conta mostra.
8. Fique de olho no tamanho da embalagem
Um produto que mantém o preço e a embalagem parecida, mas vem com menos quantidade, ficou mais caro. É a chamada “reduflação”. O fabricante é obrigado a avisar a mudança no rótulo, mas o aviso nem sempre chama atenção. Confira o peso ou o volume, principalmente em biscoitos, chocolates, papel higiênico, detergente e sabão em pó.
9. Olhe para cima e para baixo na prateleira
Os produtos que o mercado mais quer vender ficam na altura dos olhos. As marcas mais baratas e as embalagens maiores costumam estar nas prateleiras de cima e de baixo. Vale abaixar e olhar.
10. Experimente a marca própria e as marcas regionais
Marcas próprias de mercado e marcas da região costumam custar bem menos que as marcas famosas e, em muitos itens básicos (arroz, feijão, açúcar, farinha, produtos de limpeza), a diferença de qualidade é pequena ou nenhuma. Teste um item por vez e veja se a família aprova.
11. Promoção só vale se estava na lista
“Leve 3, pague 2” só é economia se você ia usar os 3 antes de vencer. Promoção de item que não estava na lista é gasto extra. A exceção são os não perecíveis que você usa sempre, como arroz, café, papel higiênico e produtos de limpeza: quando estiverem realmente baratos, vale fazer um pequeno estoque.
12. Confira o caixa e a validade
Confira o preço registrado no caixa, principalmente dos itens em oferta. Se o preço da gôndola for menor do que o cobrado, você tem direito a pagar o menor. E olhe a validade dos perecíveis: o produto com data mais distante costuma estar no fundo da prateleira.
Hortifrúti, carne e feira
13. Compre o que está na época
Fruta e verdura da estação são mais baratas, mais saborosas e duram mais. Na primavera e no verão, aproveite o que a região produz. No Planalto Norte, as feiras e os produtos coloniais em São Bento do Sul oferecem verdura, ovos, queijo, mel e embutidos direto do produtor, muitas vezes com bom preço e mais frescor. Os hortifrútis da cidade também costumam ter dias de oferta para frutas e verduras: vale perguntar qual é.
Uma dica de feira: no fim do horário, muitos feirantes baixam o preço do que sobrou.
14. Carne: escolha o corte pelo uso
Nem toda receita pede o corte mais caro. Para panela, ensopado, carne de panela e moída, cortes como acém, paleta, músculo e peito ficam ótimos e custam bem menos que os cortes nobres. Frango inteiro sai mais barato por quilo que as partes separadas, e você mesmo corta em casa. Conversar com o açougueiro ajuda: os açougues em São Bento do Sul costumam indicar o corte certo para cada preparo e porcionar a carne do jeito que você precisa.
Depois da compra: o desperdício
15. Guarde bem e use primeiro o que vence primeiro
Uma parte grande da comida comprada vai para o lixo em casa. Dá para reduzir isso:
- Na geladeira e na despensa, o mais antigo na frente, o recém-comprado atrás.
- Congele antes de estragar: pão, carne, frango, feijão cozido, molho, banana madura (para vitamina e bolo) e até ervas picadas em azeite na forminha de gelo.
- Porcione a carne antes de congelar, em saquinhos do tamanho de uma refeição.
- Planeje um dia de “limpa geladeira” por semana: omelete, sopa, torta, arroz de forno e risoto aproveitam sobras e restos de legumes.
- Folhas duram mais lavadas, bem secas e guardadas em pote com papel-toalha.
Comida que não vai para o lixo é dinheiro que fica no bolso.
Vale a pena ir em vários mercados?
Depende do tamanho da compra e da distância. Rodar a cidade inteira atrás de oferta gasta tempo e combustível, e a economia pode sumir no caminho. Um meio-termo que funciona:
- Uma compra grande no mês, no mercado onde a sua cesta básica sai mais barata, para os não perecíveis e itens de limpeza;
- Compras pequenas semanais de hortifrúti, pão e carne, perto de casa ou na feira.
Para comparar, use a sua própria lista: anote o preço de 10 a 15 itens que você sempre compra em dois ou três mercados de São Bento do Sul e veja onde o total fica menor. Muitos mercados também têm aplicativo ou programa de fidelidade com preço especial para cadastrados, e encartes de oferta semanais que dá para conferir antes de sair.
Economia que vai além do mercado
O mercado é só uma parte do orçamento da casa. Se a ideia é fechar o mês com mais folga, vale olhar também a conta de luz, que pesa bastante no inverno do Planalto Norte. Veja as dicas no nosso guia sobre como economizar energia no inverno.
Mito ou verdade?
Pense na resposta e toque para conferir.
O produto na altura dos olhos é o mais em contaVer resposta
Ali ficam os produtos que o mercado mais quer vender. As marcas mais baratas costumam estar nas prateleiras de cima e de baixo.
Corrigir no grupoComparar o preço por quilo é o que mais economizaVer resposta
Embalagens diferentes escondem preços muito diferentes. A etiqueta da gôndola mostra o preço por quilo ou por litro em letra menor.
Corrigir no grupo
Perguntas frequentes
Qual a melhor forma de economizar no mercado?
Planejar o cardápio da semana, fazer a lista a partir dele, olhar a despensa antes de sair e comparar o preço por quilo ou por litro em vez do preço da embalagem. Só essas quatro mudanças já reduzem bastante a compra por impulso e o desperdício.
Como comparar preços de embalagens diferentes?
Pelo preço por quilo ou por litro, que costuma aparecer em letra menor na etiqueta da gôndola. Se não aparecer, divida o preço pelo peso: um pacote de 500 g por R$ 6 sai a R$ 12 o quilo. A embalagem maior nem sempre é a mais barata.
Marca própria de mercado é confiável?
Em geral, sim. As marcas próprias seguem as mesmas regras de fabricação e rotulagem das outras e, em itens básicos como arroz, feijão, açúcar e produtos de limpeza, a diferença de qualidade costuma ser pequena. Teste um item por vez.
É melhor fazer compra do mês ou compras semanais?
O mais econômico costuma ser combinar: uma compra grande no mês para os não perecíveis e compras pequenas semanais de frutas, verduras, pão e carne. Assim você aproveita o preço da compra grande sem deixar a comida fresca estragar.
Como evitar desperdício de comida em casa?
Guarde o mais antigo na frente, congele o que não vai usar a tempo, porcione a carne antes de congelar e reserve um dia da semana para cozinhar com as sobras. Planejar o cardápio também evita comprar mais do que a família consegue comer.
Conclusão
Saber como economizar no mercado é mais questão de método do que de sacrifício. Planejar o cardápio, comprar com lista, comparar o preço por quilo, escolher o produto da época e não deixar comida estragar em casa reduz a conta sem mudar o que a família gosta de comer.
Comece pela próxima compra: some quanto gastou no último mês, monte o cardápio da semana e vá ao mercado com a lista na mão. No fim do mês, compare. E, para achar mercado, açougue, hortifrúti ou feira perto de você, consulte o guia de empresas de São Bento do Sul.
Escrito por Redação SBS Guia
Equipe editorial do SBS Guia, guia comercial de São Bento do Sul. Reunimos e conferimos os dados de comércios e serviços da cidade, bairro por bairro, e mantemos as listas atualizadas ao longo do ano.