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Mulher sentada no chão da cozinha com dor de barriga, com restos de comida deixados fora da geladeira sobre a mesa

Intoxicação alimentar no verão: como prevenir e quando procurar ajuda

O verão é a estação dos churrascos de fim de semana, das festas de fim de ano, das marmitas levadas para o trabalho e dos passeios à praia com isopor. É também a época em que mais gente passa mal depois de comer. O motivo é simples: as bactérias que estragam a comida se multiplicam muito mais rápido no calor.

Este guia explica como evitar a intoxicação alimentar no verão: a regra das duas horas, os cuidados na compra, no preparo e na conservação, os alimentos que pedem mais atenção, como agir se alguém passar mal e os sinais que indicam que é hora de procurar atendimento.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Em emergência, ligue para o SAMU (192).

Por que os casos aumentam no calor

A maior parte das intoxicações alimentares é causada por bactérias (e as toxinas que elas produzem), vírus ou parasitas presentes na comida ou na água. As bactérias se multiplicam muito rápido na faixa de temperatura entre 5 °C e 60 °C, a chamada zona de perigo. Num dia de verão, uma travessa de comida em cima da mesa fica exatamente nessa faixa.

Some a isso:

  • festas e churrascos com comida exposta por horas;
  • marmitas que passam a manhã fora da geladeira;
  • isopor na praia com gelo que derrete rápido;
  • viagens e comida de ambulante;
  • quedas de energia depois dos temporais, que desligam a geladeira.

O resultado é um aumento de casos de diarreia, vômito e dor de barriga entre dezembro e março.

Comida pronta não deve ficar mais de duas horas fora da geladeira. Em dias muito quentes, quanto menos tempo, melhor.
Fonte: Anvisa

A regra das duas horas

É a dica mais importante deste guia. A Anvisa orienta que comida pronta não deve ficar mais de duas horas fora da geladeira, em temperatura ambiente. Em dias muito quentes, quanto menos tempo, melhor.

Na prática:

  • terminou de comer, guarde as sobras logo, em potes fechados;
  • não espere a comida esfriar totalmente na pia para guardar. Divida em porções menores, que esfriam mais rápido, e leve à geladeira;
  • se a comida ficou esquecida na mesa a tarde inteira, descarte. Reaquecer não destrói todas as toxinas que as bactérias produzem.

Temperaturas que importam

Segundo as orientações da Anvisa:

  • Geladeira abaixo de 5 °C. Não sobrecarregue a geladeira, porque o ar frio precisa circular.
  • Comida quente servida acima de 60 °C.
  • Sobras guardadas na geladeira devem ser consumidas em até 3 dias.
  • Descongele na geladeira, no micro-ondas ou durante o cozimento, nunca em cima da pia.

Na compra

  • Deixe os congelados e refrigerados por último no carrinho e vá direto para casa. No verão, uma sacola térmica ajuda bastante.
  • Confira a validade e a embalagem: lata estufada ou amassada, embalagem rasgada ou inchada e produto congelado com gelo acumulado ou mole devem ficar na prateleira.
  • Carnes e frangos: observe cor, cheiro e se o balcão está bem refrigerado. Compre em açougues e mercados que você conhece. Veja as opções de açougues e mercados em São Bento do Sul.
  • Ovos com casca rachada ou suja não devem ser comprados.

No preparo

  • Lave as mãos com água e sabão antes de cozinhar e depois de mexer em carne crua, ovos, lixo ou animais.
  • Não lave carne crua na pia. A Anvisa alerta que isso espalha bactérias para a pia, as bancadas e outros alimentos. O cozimento adequado é o que elimina os micro-organismos.
  • Separe tábuas e utensílios para carne crua e alimentos prontos ou crus (como salada). Ou lave muito bem entre um uso e outro.
  • Cozinhe bem carnes, frango, peixe e ovos. Frango e carne moída não devem ficar rosados por dentro.
  • Higienize frutas e verduras que serão comidas cruas: lave em água corrente e deixe de molho em solução de água sanitária própria para alimentos, na proporção indicada no rótulo, e enxágue.

Os alimentos que pedem mais atenção

  • Maionese caseira e molhos com ovo cru. Prefira a maionese industrializada, que é pasteurizada, e mantenha sempre na geladeira. Saladas com maionese não devem ficar expostas na mesa.
  • Ovos crus ou malpassados, inclusive em mousses e sobremesas caseiras.
  • Frango, carne moída e linguiça malpassados.
  • Frutos do mar, especialmente comprados de ambulantes na praia. Prefira consumir em restaurantes e procedências confiáveis.
  • Doces com creme, recheios e tortas geladas fora da geladeira.
  • Arroz e massas cozidos e deixados em temperatura ambiente.
  • Leite e derivados sem procedência ou sem refrigeração.

Marmita no trabalho

  • Prepare a marmita e leve à geladeira logo depois de esfriar um pouco.
  • No trajeto, use bolsa térmica com gelo reutilizável.
  • No trabalho, guarde na geladeira até a hora do almoço.
  • Aqueça bem até sair vapor, mexendo no meio do aquecimento.
  • Saladas cruas, frutas cortadas e molhos vão em potes separados.

Quem não tem como manter a marmita refrigerada pode preferir comprar o almoço perto do trabalho. Veja as marmitarias em São Bento do Sul.

Churrasco, festas e praia

  • Carne crua na geladeira ou no isopor com bastante gelo até a hora de ir para a churrasqueira. Não deixe a carne temperada horas no sol.
  • Utensílios separados: o pegador e a tábua da carne crua não devem tocar a carne assada.
  • Sirva aos poucos. Em vez de deixar tudo na mesa, reponha as travessas conforme for acabando e guarde o resto.
  • Na praia, isopor na sombra, com gelo em quantidade, e aberto o mínimo possível. Bebidas num isopor e comida em outro, porque o das bebidas é aberto o tempo todo.
  • Gelo só de procedência conhecida, e água potável para beber.
  • Depois de uma queda de energia longa, confira a geladeira. Se os alimentos perecíveis ficaram muitas horas sem refrigeração, na dúvida, descarte.

Sintomas de intoxicação alimentar

Os sintomas costumam aparecer de algumas horas a um ou dois dias depois de comer o alimento contaminado:

  • enjoo e vômito;
  • diarreia;
  • dor e cólica abdominal;
  • febre baixa;
  • mal-estar e fraqueza.

Na maioria dos casos, o quadro é leve e passa em um a três dias. O principal risco é a desidratação.

O que fazer se alguém passar mal

  1. Hidratação é prioridade. Beba água e soro de reidratação oral (vendido em farmácia ou distribuído nas unidades de saúde) em pequenos goles, várias vezes ao dia. Isso vale principalmente para crianças e idosos.
  2. Coma leve quando a fome voltar: alimentos simples, cozidos, em pequenas quantidades.
  3. Evite refrigerante, bebida alcoólica, café, frituras e comida gordurosa.
  4. Não tome remédio para “prender o intestino” ou antibiótico por conta própria. Em algumas infecções, isso pode piorar o quadro. Converse com o médico ou o farmacêutico.
  5. Se mais de uma pessoa passou mal depois da mesma refeição, descarte as sobras daquele alimento.

O soro e outros itens de cuidado são encontrados nas farmácias de São Bento do Sul.

Quando procurar atendimento

Procure atendimento médico se houver:

  • sinais de desidratação: boca muito seca, pouca urina ou urina muito escura, tontura ao levantar, sonolência, olhos fundos e, em bebês, choro sem lágrimas e moleira afundada;
  • vômitos que não param e impedem de beber líquidos;
  • sangue nas fezes ou fezes muito escuras;
  • febre alta;
  • dor abdominal forte;
  • diarreia que dura mais de três dias;
  • sintomas em bebês, idosos, gestantes ou pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa, que devem ser avaliadas mais cedo;
  • visão dupla, dificuldade para engolir ou para falar e fraqueza muscular, que são sinais raros e graves e exigem atendimento imediato.

Para consultas, procure a unidade de saúde do seu bairro ou as clínicas em São Bento do Sul. Em emergência, ligue para o SAMU (192).

Mito ou verdade?

Pense na resposta e toque para conferir.

Requentar bem a comida deixa tudo seguroVer resposta
MITO

Aquecer mata boa parte das bactérias, mas não destrói algumas toxinas que elas já produziram. Comida esquecida fora da geladeira deve ir para o lixo.

É preciso esperar a comida esfriar na pia antes de guardarVer resposta
MITO

Não espere. Divida em porções menores, que esfriam mais rápido, e leve à geladeira.

Comida pronta não deve ficar mais de duas horas fora da geladeiraVer resposta
VERDADE

Em dias muito quentes, quanto menos tempo, melhor.

Fonte: Anvisa

A regra das duas horas e outros cuidados: Comida pronta: no máximo 2 horas fora da geladeira; Geladeira abaixo de 5 °C; Sobras na geladeira: consuma em até 3 dias; Descongele na geladeira ou no micro-ondas, nunca na pia; Esqueceu na mesa a tarde toda? Descarte.
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Perguntas frequentes

Quanto tempo a comida pode ficar fora da geladeira?

A Anvisa orienta que comida pronta não fique mais de duas horas em temperatura ambiente. No calor do verão, quanto menos tempo, melhor. Depois disso, guarde na geladeira ou descarte.

Requentar a comida mata as bactérias?

Aquecer bem mata boa parte das bactérias, mas não destrói algumas toxinas que elas já produziram. Por isso, comida que ficou muito tempo fora da geladeira deve ser descartada, mesmo que seja reaquecida.

Quanto tempo duram as sobras na geladeira?

Até três dias, desde que guardadas em pote fechado e com a geladeira abaixo de 5 °C, segundo a Anvisa.

Precisa lavar carne crua antes de cozinhar?

Não. Lavar carne crua espalha bactérias pela pia, bancadas e outros alimentos. O que elimina os micro-organismos é o cozimento adequado.

O que tomar para intoxicação alimentar?

O mais importante é a hidratação, com água e soro de reidratação oral em pequenos goles. Evite remédios para prender o intestino e antibióticos sem orientação médica. Procure atendimento se houver sinais de desidratação, sangue nas fezes, febre alta ou se os sintomas durarem mais de três dias.

Em quanto tempo aparecem os sintomas?

Geralmente entre algumas horas e um ou dois dias depois de comer o alimento contaminado, dependendo do micro-organismo.

Conclusão

Evitar a intoxicação alimentar no verão depende de poucos hábitos: não deixar comida pronta mais de duas horas fora da geladeira, manter a geladeira abaixo de 5 °C, não lavar carne crua, separar utensílios de cru e pronto e cozinhar bem carnes e ovos. Na marmita, no churrasco e na praia, frio e sombra são os melhores aliados. Se alguém passar mal, a prioridade é a hidratação.

Confira hoje a temperatura da sua geladeira e separe uma bolsa térmica para a marmita. E, se precisar de farmácia ou clínica, encontre no guia de empresas de São Bento do Sul.

Redação SBS Guia

Escrito por Redação SBS Guia

Equipe editorial do SBS Guia, guia comercial de São Bento do Sul. Reunimos e conferimos os dados de comércios e serviços da cidade, bairro por bairro, e mantemos as listas atualizadas ao longo do ano.

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